Olá, me chamo Gerlane
participo do “Amigos Solidários” e vim compartilhar um pouco com vocês sobre o
que se passa e se passou no meu coração durante as minhas experiências com o
grupo.
Desde que entrei no
grupo vivo experiências marcantes e de valor imensurável. É engraçado como
muitas vezes de uma forma despretensiosa achamos que vamos fazer o bem a
alguém, mas na verdade as histórias que ouvimos, os abraços, os olhares, os
ensinamentos são muito maiores do que foi ofertado.
Minha última ação com o
grupo foi o Sopão do dia (31.08.2013). “O Sopão”, é a ação que ocorre uma vez por
mês onde vamos no centro de Fortaleza e outras áreas próximas ofertar um pouco
de alimento (sopa/pão/água) e nosso carinho demonstrado na nossa atenção em
ouvi-los.
Durante o caminho eu
tinha informado que gostaria de ficar na distribuição das roupas, mas quando fizemos
nossa primeira parada fui surpreendida. Quando fiz o meu primeiro contato
desejando Boa Noite para todos que ali estavam logo me dirigi para informar a
todos que eu estaria com roupas para distribuir, quando falei com um rapaz que
estava encostado na parede ele me olhou profundamente e disse “Senhora eu
preciso de 2 minutos da sua atenção”. Eu parei retribui o olhar calorosamente e
disse “sim, pode falar,” dei um sorriso e sentei-me ao seu lado.
Prefiro não citar o
nome dele, nem entrar em detalhes no que ele me disse, pois ele confiou isso a
mim e em respeito a ele resguardarei nossa conversa.
Mas o que posso dizer é
que ele fez uma coisa errada, mas o que importa, não é o que ele fez de errado,
o que importa pra mim é que ele se arrependeu. Ele me confidenciou que sentia
muita vergonha do que tinha feito, gostaria de voltar atrás, mas não podia e
não via soluções que pudessem fazer com que ele se redimisse. Conversamos, por todo
tempo que ficamos ali e ele chegou a me dizer que pensava em fazer um assalto
pra usar o dinheiro pra fazer uma coisa boa, mas tentei conscientizá-lo que
isso não ia fazer com que ele se sentisse melhor, isso o faria afundar mais em
suas mágoas e a ter mais arrependimentos. Tentei fazer com que ele visse novas
saídas, pois mesmo em situações bem difíceis elas existem!
Depois de um tempo eu e
o grupo tínhamos que partir para outro ponto e me despedi dele, seu rosto
cansado me sorriu e disse que não faria mais a coisa errada que tinha me dito
que faria (assaltar) eu retribuí o sorriso e disse que ele tinha que fazer isso
pq era o certo não fazê-lo e que gostaria de reencontrá-lo em breve.
Antes de entrar na Kombi
acenei me despedindo mais uma vez e vi ali mais uma esperança, esperança de
alguém que passou a enxergar melhor a vida, alguém que depois de uma conversa despretensiosa
tentaria ver a vida de uma outra perspectiva, falo de mim, falo dele.. falo de
você que está lendo...
Não deixe que os nossos
erros, pequenos ou grandes, nos desmotivem a enxergar aquela saída que sempre há
quando tudo parece estar perdido.
Até breve...

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