Sou muito feliz quando lembro das maravilhas que o Grupo já realizou na vida dos membros, na minha vida e na de tantas pessoas que já foram beneficiadas pelo..pelo....pelo amor. O amor tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Jamais acabará.
Posso dizer que o Grupo Amigos Solidários é uma família pra mim. Realmente família. Ele apareceu quando eu mais precisei. Os amigos e o grupo foram força pra mim, me ajudaram a ter força pra continuar, não deixaram a centelha da fé se apagar. [Realmente não sei o que teria sido se os amigos não tivessem me ajudado a levar a cruz....] Quando lembro do Pedro Firmino falando o quanto o Grupo já ajudou ele, e lembro da Loh (Lorena Maria) falando que queria algo assim: ajudar as pessoas num sábado à tarde, não ficar apenas entre quatro paredes, se doar. Isso me ensina, todos os dias, o sentido do amor, da vida. Amar é isso.
A nossa última visita foi à Casa de Nazaré, no Montese. Na primeira vez, em Fevereiro, não pude ir. Deu certo ir no último sábado (22). Foi especial demais.
Encontrei várias senhoras que nos acolheram muito bem. Mas de todas, uma me chamou a atenção: Dona Priscila.
Talvez por ter o mesmo nome da minha prima, talvez por ela ser parecida com a 'tia Mazé' da Igreja ou, quem sabe, pela forma como ela me tratou. Gostou de mim, de cara. Tinha os olhos cheios de vida, de amor e esperança. Um olhar simples e repleto de palavras. Ela me cativou..e quando se cativa alguém.....Leia O Pequeno príncipe e saberá mais ou menos como é.
Ela estava deitada numa cama. Fui até lá, conversei um pouco com ela, deu um abraço, um beijo e falei que logo voltava com um biscoito e alguma bebida.
Nesse meio tempo, dancei com outras senhoras (com muito mais energia que eu, meu Deus!). Cansei rápido demais. Espera! Vamos na ordem:
Demos boa tarde, fizemos a oração com elas, dançamos uma quadrilha improvisada, oferecemos uma rosa artesanal, lanche e depois de mais dança, nos despedimos.
Na hora do lanche, uma enfermeira pediu que eu levasse o bolo da Dona Priscila. Já ia levar.
Levei biscoitos. (confesso que fiquei esperando as meninas me darem um a mais pra eu levar até a D. Priscila) A Amiga Erika entendeu o que eu pedia com os olhos e me deu mais um biscoito.
Dona Priscila comeu, conversamos um pedaço e em pouco tempo já era hora de me despedir. A conversa mais forte:
-Vá com Deus! Que Ele lhe ilumine! Volte logo, tá certo?
-Volto sim. E venho ver a senhora.
- Se eu ainda tiver por aqui...se eu já não tiver ido.
- A senhora ainda vai tá aqui sim. Por muito tempo, se Deus quiser.
Que abraço forte ela me deu! Já deixou saudades naquele instante.
Abraço pra vocês!



A felicidade do céu consiste apenas em amar e nada mais. Logo, quem aprende a amar nessa vida, experimenta um pouquinho da felicidade celeste em meio ao caos da Terra.
ResponderExcluirÉ impossível não se sentir tocado com algumas palavras que ouvimos especialmente as que deram desfecho ao depoimento:
ResponderExcluir"Vá com Deus! Que Ele lhe ilumine! Volte logo, tá certo?
-Volto sim. E venho ver a senhora.
- Se eu ainda tiver por aqui...se eu já não tiver ido.
- A senhora ainda vai tá aqui sim. Por muito tempo, se Deus quiser".
Geralmente não gostamos de lidar com perdas e é muito difícil aceitar que pessoas que carregam tanto da gente,pessoas tão maravilhosas sejam levadas de nós.
Isso me leva a pensar em uma canção da banda Dom, que questiona quanto tempo nós temos e a letra bem fala que não sabemos o dia a hora e nem o que virá e por isso temos que aproveitar o nosso tempo fazendo o bem.
Que seja sempre assim, amém.